Tradução: Julieti Oliveira
Os sistemas fraudulentos de avaliação de revistas são fenômenos com papel secundário ocasionados muitas vezes pela necessidade de acreditação das revistas fraudulentas e do vazio existente na hora de avaliar revistas de segunda nível, fora das bases de dados de Thomson Reuters ou Elsevier, e que portanto necessitam acreditações externas. Se com as revistas Predatory tínhamos um grupo de revistas que ofereciam aos autores a possibilidade de publicar em troca de dinheiro e sem um controle de qualidade, com este novo fenômeno, as bases de dados oferecem às revistas indexação e o cálculo de métricas em troca de um módico preço, que em muitos casos vai aumentando segundo passam os anos. Mas que ninguém se engane, estes indicadores não têm nenhuma validade. São indicadores pouco transparentes, e na melhor das hipóteses baseado em Google Scholar Metrics e não estão validados pela comunidade cientifica e nem considerados por nenhuma agencia de avaliação nacional. Ou seja, não servem para conseguir um sexenio. É importante ter muito cuidado quem se está preparando para justificar os méritos dos seus trabalhos.
Esses produtos métricos são criados para validar as revistas Predatory, e são criados pelos mesmo grêmio. Isto torna possível que as revistas Predatory mostrem nas suas capas índices de qualidade semelhante ao Impact Factor, gerados por empresas desconhecidas com um website que na maioria das vezes tem aparência de ser o genérico da Web of Science. No entanto, logo se deram conta de que muitas revistas que não eram Predator, sedentasde “medalhas” começaram a chamar a suas portas solicitando ser indexadas em seus produtos, fazendo com que aumentasse rapidamente seu negócio fraudulento.

