Autor: Luis-Miguel Romero| abril 4 2023 Tradução: Vanessa Matos https://doi.org/10.3916/escuela-de-autores-187 Imagine por um segundo que, em vez de ser autor e pesquisador, você está no setor de serviços: é dentista, encanador, advogado, mecânico ou serralheiro. Se o seu serviço não possui site e este, por sua vez, não está corretamente desenhado e com bom posicionamento de […]

Autor: Luis-Miguel Romeroabril 4 2023

Tradução: Vanessa Matos

https://doi.org/10.3916/escuela-de-autores-187

Imagine por um segundo que, em vez de ser autor e pesquisador, você está no setor de serviços: é dentista, encanador, advogado, mecânico ou serralheiro. Se o seu serviço não possui site e este, por sua vez, não está corretamente desenhado e com bom posicionamento de SEO, SEM e estratégia de Google My Business, possivelmente você será contratado menos que seus concorrentes, já que sua clientela nem saberá da existência do seu negócio.

Vivemos na Sociedade da Informação e num ecossistema de comunicação reticular baseado em dados e redes. Por esta razão, a resposta a priori para quase qualquer profissão, arte ou ofício, é que ter um site pessoal (necessidade cada vez mais óbvia).

Nós, autores, muitas vezes contamos com o apoio das nossas instituições para criar um perfil web dentro da página da Universidade ou Centro de Investigação para mostrar a nossa investigação, promover a visibilidade do nosso currículo e oferecer meios de contato, como e-mail ou perfis em redes sociais acadêmicas. Também é verdade que as redes sociais acadêmicas (ResearchGate, Academia.Edu, Mendeley) permitem o upload de publicações e informação curricular.

Com estas soluções, além das redes sociais convencionais (LinkedIN, Twitter, Facebook, Instagram), a grande maioria dos autores consegue maior visibilidade pessoal e das suas obras. Portanto, nem todos os investigadores necessitam ter um site pessoal que implique – por um lado – um investimento financeiro significativo (domínio, templates, antivírus e segurança, manutenção, etc.), e por outro lado, um trabalho constante de atualização de informações e criação de conteúdo.

É verdade que ter um site próprio permite trabalhar melhor o SEO, o que aumenta a visibilidade sob algumas palavras-chave, o que estimula que nossas pesquisas sejam mais conhecidas e, consequentemente, citadas por outros acadêmicos e pela mídia. Neste sentido, uma das vantagens de se ter um site próprio é o controle da informação, pois temos a possibilidade de destacar os aspectos mais importantes do nosso trabalho, focalizar a apresentação de forma mais profissional e ainda oferecer serviços de formação e transferência de investigação, assim como potencializar relações com empresas e outros centros, sem o constrangimento e a rigidez dos templates dos sites da Universidade ou das redes sociais acadêmicas.

Da mesma forma, o nosso próprio site nos permitirá estabelecer um número maior de canais de comunicação e melhorar o portfólio de pesquisas, permitindo-nos não só divulgar nossas publicações, apresentações e projetos, mas também incluir um blog com resumos das pesquisas realizadas, bem como opiniões profissionais sobre tudo o que afeta nosso campo de estudo.

Em suma, se o objetivo que pretendemos alcançar com um site é tornar visíveis o nosso currículo e as publicações, o espaço web que a nossa Universidade ou Centro de Investigação e as redes sociais acadêmicas nos proporcionam podem ser mais que suficientes. Se, por outro lado, temos mais para “contar” ou “oferecer”, um site bem desenhado e onde estes serviços de transferência ou formação sejam claramente destacados pode ser a estratégia ideal.

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